Quando trocar os pneus de sua empilhadeira para melhor segurança

As empilhadeiras são essenciais em diversos setores da indústria, como logística, armazéns, construção civil e supermercados. Sua função principal — transportar e organizar cargas pesadas — faz com que esses equipamentos sejam extremamente valorizados. No entanto, assim como qualquer outro veículo industrial, a manutenção correta é indispensável para garantir segurança, produtividade e durabilidade. E entre os itens mais críticos, os pneus da empilhadeira ocupam lugar de destaque.

Muitos gestores de frota ou operadores de empilhadeira não percebem imediatamente a importância dos pneus, tratando sua troca apenas quando há falhas visíveis. No entanto, essa abordagem corretiva pode ser perigosa, gerando riscos à segurança dos operadores, danos à mercadoria transportada e até acidentes graves.

Neste artigo, vamos explicar quando trocar os pneus de sua empilhadeira, quais os sinais de desgaste a observar, os tipos de pneus existentes, e como essa troca influencia diretamente na segurança operacional.

Por que os pneus da empilhadeira são tão importantes?

Diferente de veículos comuns, os pneus das empilhadeiras têm uma função adicional: suportar altas cargas por longos períodos, em áreas de trabalho geralmente repletas de obstáculos, irregularidades e produtos frágeis.

Eles são o único ponto de contato entre a empilhadeira e o chão — ou seja, qualquer falha nos pneus afeta diretamente a estabilidade, a aderência, o controle do veículo e o conforto do operador.

Além disso, um pneu gasto pode:

  • Aumentar o risco de tombamento da empilhadeira;
  • Gerar vibrações excessivas que afetam o sistema hidráulico e a estrutura do equipamento;
  • Comprometer a capacidade de frenagem;
  • Danificar o piso do armazém;
  • Reduzir a eficiência da operação.

Portanto, a troca dos pneus não é apenas uma medida de manutenção — é uma ação de segurança preventiva.

Tipos de pneus de empilhadeira

Antes de falarmos sobre quando trocar os pneus, é importante entender quais os tipos mais comuns:

1. Pneus maciços (solid)

São feitos de borracha sólida, sem câmara de ar. São extremamente duráveis e ideais para ambientes internos ou superfícies lisas. Por não furarem, são mais seguros em locais com detritos.

2. Pneus pneumáticos

Semelhantes aos pneus de automóveis, possuem ar comprimido ou espuma interna. São recomendados para ambientes externos ou pisos irregulares, pois oferecem maior amortecimento e tração.

3. Pneus cushion

Feitos de borracha prensada sobre um aro de metal. São projetados para uso em superfícies lisas, como fábricas e depósitos. Costumam ter uma vida útil mais curta que os maciços.

Cada tipo de pneu possui indicadores específicos de desgaste e prazos diferentes para substituição.

Quando trocar os pneus da empilhadeira?

Não existe uma regra única para todos os modelos, mas há sinais claros que indicam a necessidade de substituição. Ignorar esses sinais pode causar acidentes ou danos permanentes ao equipamento.

1. Desgaste do sulco ou banda de rodagem

O sulco é responsável pela aderência ao piso. Quando ele está muito desgastado, a empilhadeira perde tração e torna-se instável. Se os sulcos estiverem quase invisíveis ou medirem menos de 1 mm (no caso de pneus pneumáticos), é hora de trocar.

2. Altura da banda abaixo do limite

A maioria dos pneus de empilhadeira possui um indicador de desgaste lateral — uma marca ou relevo que mostra a altura mínima segura para a operação. Se a borracha atingir esse nível, a troca deve ser feita imediatamente.

3. Aparência deformada ou rachada

Trincas, cortes, rachaduras ou bolhas são sinais de comprometimento da estrutura interna do pneu. Mesmo que ainda haja borracha visível, esse tipo de dano representa risco de explosão (nos pneumáticos) ou quebra repentina (nos maciços).

4. Vibrações ou trepidações

Se o operador começa a sentir vibrações anormais, especialmente em pisos planos, pode ser um sinal de que os pneus estão deformados, desbalanceados ou com desgaste irregular.

5. Desgaste irregular

Pneus gastos de forma desigual indicam problemas de alinhamento ou sobrecarga. Mesmo que uma parte do pneu pareça boa, o desequilíbrio compromete o desempenho e deve ser resolvido com a troca.

6. Dificuldade na condução ou perda de estabilidade

Quando a empilhadeira “puxa” para um lado ou se mostra instável em curvas, os pneus podem ser a causa. Isso é especialmente perigoso em operações com cargas pesadas ou em corredores estreitos.

Fatores que aceleram o desgaste dos pneus

A durabilidade dos pneus de empilhadeira pode variar entre 2.000 a 6.000 horas de operação, dependendo de uma série de fatores:

  • Tipo de piso: pisos ásperos, com resíduos ou rampas aceleram o desgaste.
  • Carga transportada: excesso de peso reduz a vida útil dos pneus.
  • Velocidade de operação: dirigir em alta velocidade, com freadas bruscas, causa desgaste acelerado.
  • Curvas acentuadas: manobras fechadas ou giros bruscos forçam a lateral dos pneus.
  • Temperatura ambiente: calor extremo pode deformar pneus pneumáticos.
  • Manutenção inadequada: falta de calibragem ou alinhamento contribui para desgaste precoce.

Manter uma rotina de inspeção periódica é essencial para identificar esses fatores e corrigir hábitos prejudiciais.

Como garantir mais segurança na troca dos pneus?

1. Estabeleça um cronograma de revisão

Determine uma frequência de inspeção com base nas horas de uso e no tipo de piso da operação. A verificação visual pode ser feita diariamente pelos operadores, mas uma inspeção técnica deve ocorrer a cada 200 a 500 horas.

2. Use pneus compatíveis com a carga e o modelo

Instalar pneus inadequados compromete a segurança e pode invalidar a garantia do equipamento. Sempre siga as recomendações do fabricante da empilhadeira.

3. Faça a troca com profissionais qualificados

A substituição de pneus industriais exige ferramentas específicas e conhecimento técnico. Trocar pneus de forma incorreta pode danificar a roda, afetar o desempenho ou até causar acidentes.

4. Calibre os pneus regularmente

No caso dos pneumáticos, a calibragem correta é essencial para manter a tração e o equilíbrio. Pneus murchos geram maior atrito e aumentam o consumo de combustível (ou bateria, no caso de elétricas).

5. Evite uso prolongado de pneus carecas

Não espere que o pneu chegue ao “osso” para trocar. Além de perigoso, isso causa danos estruturais à empilhadeira e pode sair mais caro a longo prazo.

Benefícios de manter os pneus em bom estado

Além da segurança, a substituição no momento certo garante uma série de vantagens operacionais:

  • Redução de paradas inesperadas;
  • Menor desgaste do motor e sistema hidráulico;
  • Maior estabilidade ao transportar cargas altas ou frágeis;
  • Conforto e menor fadiga do operador;
  • Aumento da vida útil da empilhadeira como um todo.

É o típico caso em que o investimento em manutenção preventiva evita prejuízos muito maiores no futuro.

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