Período de gripes e resfriados: como se proteger?

Durante os meses mais frios do ano, é comum observar um aumento significativo nos casos de gripes e resfriados. Embora sejam doenças diferentes, ambas têm sintomas semelhantes, como tosse, coriza, dor de garganta e mal-estar geral. Além do desconforto, essas infecções respiratórias podem comprometer a produtividade no trabalho, afetar a qualidade do sono e, em alguns casos, evoluir para complicações mais sérias.

A boa notícia é que existem estratégias eficazes para reduzir os riscos de contaminação. Ao adotar hábitos saudáveis e medidas preventivas, é possível enfrentar esse período com mais tranquilidade e menos chances de adoecer.


Diferença entre gripe e resfriado

Antes de falarmos sobre prevenção, é importante entender a diferença entre essas duas doenças que, muitas vezes, são confundidas.

  • Resfriado: costuma ser mais leve, com sintomas como nariz entupido, espirros, tosse e, ocasionalmente, febre baixa. Geralmente tem duração de 5 a 7 dias.
  • Gripe: causada pelo vírus influenza, apresenta sintomas mais intensos, incluindo febre alta, dores no corpo, calafrios, fadiga e até complicações respiratórias. Pode durar até duas semanas.

Saber identificar cada quadro ajuda na busca do tratamento adequado e também evita a automedicação, que pode trazer riscos.


Por que os casos aumentam em determinadas épocas do ano?

Durante o outono e o inverno, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação. Isso facilita a disseminação de vírus responsáveis por gripes e resfriados. Além disso, a queda da umidade do ar resseca as vias respiratórias, tornando-as mais vulneráveis à infecção.

Outro fator importante é a queda da imunidade. O frio pode reduzir a resposta do organismo contra vírus, e hábitos como má alimentação, estresse e falta de sono também contribuem para deixar o corpo mais suscetível.


Principais medidas de prevenção

A prevenção é a forma mais eficaz de se proteger. Embora não seja possível eliminar totalmente o risco de contágio, adotar determinados cuidados reduz bastante a probabilidade de contrair gripes ou resfriados.

1. Higienização frequente das mãos

As mãos entram em contato com superfícies contaminadas constantemente. Lavar com água e sabão por pelo menos 20 segundos é uma das medidas mais simples e eficazes. Quando não for possível, o uso de álcool em gel é uma boa alternativa.

2. Evite aglomerações

Ambientes com grande circulação de pessoas aumentam as chances de exposição aos vírus. Sempre que possível, mantenha distância de locais lotados, especialmente em épocas de pico.

3. Mantenha os ambientes ventilados

Abrir janelas e permitir a circulação de ar reduz a concentração de micro-organismos no ambiente, dificultando a transmissão.

4. Cuide da alimentação

Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e proteínas magras, fortalece o sistema imunológico. Nutrientes como vitamina C, vitamina D e zinco têm papel importante na defesa do organismo.

5. Sono de qualidade

Dormir entre 7 e 8 horas por noite é essencial para manter a imunidade em dia. O corpo se recupera durante o sono e reforça suas defesas naturais.

6. Hidratação adequada

A ingestão de água ajuda a manter as mucosas úmidas, o que dificulta a entrada de vírus. Além disso, a hidratação contribui para o bom funcionamento do organismo como um todo.


O papel da vacinação

No caso da gripe, existe uma medida de proteção ainda mais eficaz: a vacina contra o vírus influenza. Disponível anualmente, ela é atualizada conforme as variantes mais circulantes e reduz significativamente o risco de complicações graves.

Já para os resfriados, não há vacina específica, mas os mesmos cuidados de prevenção são válidos. Por isso, manter a imunização em dia é uma das formas mais seguras de atravessar o período de maior incidência sem grandes preocupações.

Como fortalecer a imunidade no dia a dia

Além das medidas preventivas já mencionadas, existem hábitos que podem fortalecer o sistema imunológico e, consequentemente, reduzir os riscos de infecção.

  • Prática regular de atividades físicas: exercícios leves a moderados estimulam a circulação sanguínea e aumentam a resposta imunológica.
  • Redução do estresse: situações de tensão constante liberam hormônios que enfraquecem as defesas do corpo. Técnicas como meditação, yoga e respiração profunda ajudam a controlar a ansiedade.
  • Consumo equilibrado de suplementos: em alguns casos, a suplementação de vitamina D, zinco e probióticos pode ser recomendada, mas sempre com orientação médica.
  • Evitar o tabagismo: o cigarro prejudica a saúde respiratória e facilita a ação de vírus e bactérias.

Esses cuidados, quando incorporados à rotina, tornam o organismo mais preparado para enfrentar os períodos de maior circulação de vírus.


Grupos de risco: atenção redobrada

Embora todos possam ser afetados por gripes e resfriados, alguns grupos precisam de cuidados extras, pois estão mais propensos a complicações:

  • Crianças pequenas: ainda em fase de desenvolvimento do sistema imunológico;
  • Idosos: com imunidade naturalmente mais baixa;
  • Gestantes: que passam por mudanças hormonais e fisiológicas;
  • Pessoas com doenças crônicas: como diabetes, asma, hipertensão ou doenças cardíacas;
  • Pacientes imunossuprimidos: em tratamento contra o câncer, HIV ou uso prolongado de medicamentos imunossupressores.

Para esses públicos, a prevenção deve ser prioridade. Além das medidas básicas, é fundamental manter consultas médicas regulares, seguir recomendações específicas e, quando indicado, receber a vacinação anual contra a gripe.


O que fazer ao apresentar sintomas

Mesmo com todos os cuidados, é possível que alguém acabe contraindo gripe ou resfriado. Nesse caso, o ideal é adotar medidas para reduzir os sintomas e evitar a transmissão:

  1. Repouso adequado – O descanso auxilia o corpo a combater a infecção.
  2. Ingestão de líquidos – Chás, sucos e bastante água ajudam na recuperação.
  3. Evite contato próximo com outras pessoas – Isso diminui as chances de disseminar o vírus.
  4. Não use antibióticos sem prescrição – Gripes e resfriados são causados por vírus, e antibióticos combatem apenas bactérias.
  5. Procure orientação médica – Se houver febre persistente, dificuldade para respirar ou dor intensa, é importante buscar atendimento imediato.

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